A Câmara Municipal de São Miguel, na sua 5ª reunião ordinária, decidiu duplicar o financiamento aos grupos carnavalescos oficiais do Município.

A comemoração do Carnaval vem ganhando proporção em São Miguel e é uma das festas mais esperadas por grande parte das pessoas, por sua tradição, cor, ritmo e magia. É nessa linha que a Câmara Municipal de São Miguel pretende promover cada vez mais esta festa popular no Município, dotando os grupos de mais e melhores condições, de forma a abrilhantar o Concelho e embalar as pessoas que visitam, trabalham e vivem em São Miguel na folia do Carnaval, para além de promover a cultura, incentivar a criatividade e ainda dinamizar a economia local. 

O executivo municipal aprovou ainda o regulamento do concurso/acesso ao financiamento para o Carnaval que vai começar a vigorar a partir deste ano, com o propósito de promover uma melhor organização dos grupos e consequentemente aumentar a qualidade da festa do Rei Momo no Município.

A 5ª reunião ordinária também serviu para aprovar a proposta de alienação de viaturas em hasta pública bem como a RMais Consulting como consultor para a implementação do Gabinete da Auditoria Interna e do Gabinete de Planeamento Controlo de Gestão e Controlo de Qualidade.

 

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Discurso da Presidente da Assembleia Municipal

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Sr. Presidente da Câmara Municipal

Senhora e Senhores vereadores

Senhoras e senhores deputados

Rev. Pastores da igreja de nazareno

Sr. Diretor do aeroporto internacional Nelson Mandela

Senhoras e senhores chefes de serviços desconcentrados de estado no Concelho

Minhas senhoras e meus senhores 

Caros convidados

Saúdo todos os presentes e gostaria de felicitar a vossa presença neste ato solene.

Muito me honra estar a presidir esta sessão solene neste salão nobre no dia 13 de janeiro, dia da liberdade e da democracia em Cabo Verde.

Hoje celebramos 26 anos da democracia e da liberdade, por isso temos razões mais do que suficientes para celebrar, comemorar e festejar, pois o caminho percorrido tem sido árduo, mas criativo e sempre afirmativo nesta terra que muito amamos.

Caras amigas, prezados amigos,

O dia 13 de janeiro é sem sombra de dúvida um dia grande da nossa história e nas nossas vidas e por isso transformou-se num dos marcos do nosso percurso, dos que amam, respeitam e vivem a liberdade.

Este é um momento de encontro com a nossa história e um grande momento de celebração de todo o Cabo Verde.

Desde 1991 muito tempo já se passou, não obstante as limitações existentes hoje somos um município diferente de há 26 anos atrás.

Senhor presidente da Câmara Dr. Herménio Fernandes, Senhores vereadores.

A vossa consciência de que São Miguel tem grandes desafios que passam pela criação das condições próprias para o seu desenvolvimento, devo vos dizer que esta ideia de desenvolvimento deve trazer bem claro o que deve ser feito, para quem deve ser feito, quando deve ser feito, onde deve ser feito, com que recursos e com que parcerias.

O vosso programa de governo municipal 2016-2020 deixa qualquer pessoa de bem, feliz, pois a sua visão clara, com objetivos estratégicos bem definidos, programas formuladas e projetos com prioridades, hoje dá ao povo de São Miguel razões mais do que suficientes para celebrar o dia da liberdade e da democracia com muita alegria e entusiasmo.

Como presidente da assembleia municipal de São Miguel tudo faremos para que o vosso mandato continue num clima de tranquilidade e de condições para os melhores resultados possíveis para a felicidade de todos os que vivem neste município.

Senhores deputados municipais, sejamos exemplares na defesa dos interesses de São Miguel, exercendo o nosso mandato com ética, dando continuidade e responsabilidade no respeito, na legalidade, na eficiência, na eficácia e na imparcialidade defendendo sempre os valores da democracia e da liberdade.

Às forças vivas amigas no município, peço-vos que continuem a acreditar nas potencialidades deste concelho, continuem investindo sobretudo em novos negócios. Pois hoje em cabo Verde e São Miguel há um compromisso com a democracia.

Senhoras e senhores Responsáveis dos serviços desconcentrados do estado no concelho.

É tempo de assumirmos a responsabilidade, de mudar o que está mal e de aperfeiçoar o que não está como deveria em democracia. A construção da democracia é um processo de aperfeiçoamento contínuo e que sua consolidação só se faz por uma atitude proativa, de luta, firmeza, amor, empenho, dedicação e sacrifício de cada um de nós e nunca com falta de competência, vontade, criatividade ou iniciativa. Os pés devem estar bem assentes no chão e as mãos na massa, pois São Miguel precisa de contribuição de todos que mereceram a confiança dos governantes deste país, cada um à medida das suas capacidades e responsabilidades. 

Senhoras e senhores,

Celebrar o 13 de janeiro num ambiente de confiança e de certeza torna o momento sublime. Pois estamos a viver um momento em que a certeza voltou, para a felicidade de muitos. Sectores chaves para o desenvolvimento de São Miguel coma a infância, a terceira idade, a juventude, a educação e formação profissional, a saúde, o abastecimento de água, o ambiente e saneamento, a habitação social a proteção civil, a segurança, a requalificação urbana, a agricultura, as pescas, a pecuária, o turismo, as energias, a cultura, o desporto e o transporte escolar merecem atenção especial do governo local e central.

Treze de janeiro é um dia de celebração dos Cabo-Verdianos no país e na diáspora.

Aos que labutam arduamente para o desenvolvimento deste concelho, aos nossos emigrantes espalhados pelos quatro cantos do mundo a minha simpatia, o meu respeito e a minha admiração. Peço-vos que dê o melhor de vocês para o desenvolvimento do nosso município. São Miguel merece.

Viva treze de janeiro!

Viva a democracia!

Viva a liberdade!

Viva São Miguel!

Viva cabo Verde!

Obrigada pela atenção de todos!!!

Leocádia Furtado

Presidente da Assembleia Municipal

 

 

Discurso do Presidente da Câmara Municipal de São Miguel

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Senhora Presidente da Assembleia Municipal

Senhores Vereadores

Senhores Deputados

Senhor Diretor do aeroporto internacional Nelson Mandela

Senhores representantes dos serviços desconcertados do estado e das confissões religiosas

Prezadas amigas, amigos e convidados

O dia 13 de janeiro de 1991 tem um simbolismo ímpar na história de Cabo Verde enquanto nação. É o momento da inauguração da Democracia e da Liberdade nestas ilhas atlânticas maravilhosas.

É o momento da implantação de um Estado de Direito e da Democracia. Realizaram-se as primeiras eleições livres, plurais e democráticas. Aprovou-se a primeira Constituição Democrática e implantou-se um Estado de Direito e da Democracia, que permitiram a liberalização da economia, a instituição do poder local democrático, de uma justiça independente do poder político e abriram-se os caminhos para as maiores transformações económicas e sociais que estas ilhas e este povo já conheceram.

O País que temos hoje deve-se muito ao 13 de janeiro de 1991. Aliás, questiono-me sempre, que se o 13 de janeiro tivesse acontecido antes ou em 1976, hoje estaríamos num outro patamar de desenvolvimento. Seríamos uma economia muito mais dinâmica e robusta, um país com menos desigualdades sociais, mais justo e com mais felicidade para as pessoas. Seríamos hoje uma das democracias mais consolidadas e avançadas do mundo.

Devemos questionar hoje, a cada um de nós o que fizemos para melhorar a democracia?

O que os nossos governantes devem fazer para não causar prejuízos a democracia e a sociedade?

Que atitudes devemos ter para garantir um futuro seguro às nossas crianças e à nova geração?

O 13 janeiro representa o respeito pelos direitos do homem e pela dignidade da pessoa humana, pela liberdade de pensamento e expressão, reunião, participação, indignação, reclamação e sobretudo de escolha em quem o povo deve confiar o seu poder, para liderar o seu destino e o seu futuro.

A democracia pressupõe um governo do povo, de todos e para todos. É o nosso dever evitar a todo custo uma ditadura da maioria sobre a minoria. A democracia pressupõe direito para todos. Pressupõe também a representação. Ser Deputado, Presidente da Câmara Municipal ou Vereador é SERVIR. Convém sempre ter em mente que não há lugares eternos.

A consolidação da democracia depende da fortificação das instituições, respeito pelas diferenças, de uma justiça célere e para todos, da eliminação da corrupção e do respeito total pelos direitos do homem e pelas liberdades.

É certo que não há uma alternativa a democracia, mas também, é líquido que se trata de um processo em construção e que não há uma alternativa a esse modelo de desenvolvimento social.

As conquistas alcançadas em 13 de janeiro de 1991 só serão reversíveis se baixarmos a guarda ou afroixarmos nas nossas atitudes, e deixarmos de guiar pelos princípios que a conformam.

A democracia pressupõe igualdade de todos perante a lei, é preciso realizar esta premissa é torná-la numa atitude permanente.

A nossa democracia é um tesouro. É o ativo mais valioso da nossa república. 

Aos obreiros deste feito inédito e aos jovens da época, a minha merecida vénia, respeito, gratidão e homenagem.

Viva 13 de janeiro!

Viva a liberdade e a Democracia!

13 de janeiro sempre!

 

Herménio Celso Silva Gomes Fernandes

Presidente da Camara Municipal de São Miguel

 

 

Discurso do líder da Bancada do MPD  

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Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal

Exma. Senhora Presidente da Assembleia Municipal

Exmo. Senhor líder da bancada do PAICV

Minhas Senhoras e meus Senhores

Caras e Caros Munícipes

Faz hoje, 13 de Janeiro, 26 anos que pela primeira vez na sua história, os cabo-verdianos foram chamados para exercer de forma livre e democrático o seu direito de voto.

Na verdade, após 15 anos de regime de partido único, em que os direitos e liberdades das pessoas eram sistematicamente violados, com o vento da mudança que soprava em todo o mundo e com o desmoronamento dos regimes totalitários da ex-União Soviética e dos países de leste, nos finais dos anos 80, os então dirigentes do partido único foram obrigados, pela corrente da história, a mudar de rumo, abrindo o regime ao multipartidarismo.

SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL

SENHORA PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES

O MOVIMENTO PARA A DEMOCRACIA, MPD, enquanto partido político que incorporou a vontade maioritária dos cabo-verdianos na mudança ocorrida a 13 de Janeiro de 1991 e que nesse dia venceu, com maioria qualificada, essas eleições legislativas, deu uma contribuição histórico para a consolidação do nosso processo democrático ao aprovar a Constituição da República de 1992 que veio consagrar, de jure, um regime verdadeiramente democrático, com direitos e liberdades dos cidadãos salvaguardados, instituindo um poder local autónomo, uma economia de mercado, uma justiça independente e eleições periódicas para os órgãos de soberania, nomeadamente, para a escolha dos Deputados à Assembleia Nacional e do Governo.

Foi, portanto, graças ao MPD que temos hoje a democracia em Cabo Verde, com um poder local autónomo, com órgãos eleitos pelas populações locais. O nosso Município foi criando pelo MPD, na sequência da mudança de regime e do abandono do centralismo do partido único e do delegado de Governo.

Hoje, São Miguel, nosso querido Município, é um Poder Local que se afirma e destaca cada vez mais na senda nacional, que, em colaboração estreita com o Governo do Dr. Ulisses Correia e Silva, vem buscando incessantemente a felicidade dos seus munícipes, com resultados palpáveis e visíveis para todos aqueles que realmente querem ver.

É visível para todos, SENHOR PRESIDENTE DA CÃMARA MUNICIPAL, o esforço que Vossa Excelência vem fazendo para a melhoria das condições de vida dos micaelenses. Hoje temos um município mais bonito, com obras de requalificação da Cidade, com ruas calcetadas, com mais saneamento, com mais energia, com mais água, com mais apoio aos jovens e idosos, com menos desemprego e com mais auto estima para os munícipes.

Os ideais do 13 de janeiro assentam no bem-estar da nossa população e estamos a sentir o 13 de janeiro porque o nosso Concelho está a desenvolver e aproveitamos para felicitar Vossa Excelência e toda a sua equipa.

Exortamos, pois, Vossa Excelência a continuar a trabalhar, como tem feito, para São Miguel e para o bem-estar de todos os seus filhos, sem discriminação, e pode crer que da nossa bancada a Câmara Municipal que Vossa Excelência dirige encontrará todo o apoio político para continuar a trabalhar para São Miguel. Para terminar,

Felicitamos a Assembleia Nacional e o Governo do Dr. Ulisses Correia e Silva por ter aprovado uma Lei que, hoje, permite comemorar o 13 de Janeiro na Casa Parlamentar, a semelhança do que acontece com o 5 de Julho, dia da Independência Nacional.

O dia da Liberdade e da Democracia merece ser comemorado com dignidade e por isso saudamos esta augusta Assembleia Municipal por nos ter dado a honra de estar aqui presente a comemorar este dia tão significante para o povo destas ilhas maravilhosas da qual faz parte este maravilhoso Concelho de São Miguel Arcanjo que nos viu nascer e que amamos de coração.

VIVA O 13 DE JANEIRO

VIVA São Miguel

Viva Cabo Verde

Muito obrigado

 

Francisco Natalino Sanches

Líder da Bancada do MPD

 

Discurso do líder da Bancada do PAICV  

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Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia Municipal, 

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal, 

Excelentíssimos Senhores Eleitos Municipais,  

Excelentíssimos Senhores Vereadores,  

Excelentíssimos Senhores Chefes dos Serviços Desconcentrados do Estado,  

Excelentíssimos convidados,  

Minhas senhoras e meus senhores, 

Permitam-nos antes de mais, expressar os nossos agradecimentos à Senhora Presidente da Assembleia Municipal por este convite tão honroso para participar neste importante evento que consideramos ser de uma grande importância para os micaelenses e com uma grande relevância no reconhecimento e na valorização da liberdade e da democracia cabo-verdiana. 

Em primeiro lugar, este nosso reconhecimento é porque este convite partiu da pessoa que tem a pesada responsabilidade de presidir o nosso parlamento municipal, um órgão do poder local que joga um papel de primeiro plano no processo de aprovação e fiscalização do cumprimento do programa da governação municipal que nós, a nosso nível e em razão da matéria, somos chamados para dar a nossa contribuição. 

Em segundo lugar, porque entendemos o gesto da Senhora Presidente da Assembleia Municipal, como traduzindo o reconhecimento pelo trabalho que os eleitos municipais no concelho de São Miguel vêm desenvolvendo, contribuindo para o fortalecimento da Liberdade e da Democracia no nosso Concelho. 

No mundo em que há, talvez, cada vez mais lugares para homens com visão, e menos para profetas, continua a ser de grande utilidade as pessoas, sentarem-se a volta de uma mesa para reflectir sobre os factos importantes como o surgimento da independência, da liberdade e da democracia, para podermos dar uma melhor atenção a essas datas relevantes na construção da história de Cabo Verde.  

Neste contesto, certamente, o debate e as críticas tanto dos cidadãos civis como dos atores políticos são construtivas para a democracia e essenciais para o desenvolvimento e fortalecimento do processo democrático.  

Mas este convite assume ainda uma outra dimensão. Tratando-se de um gesto de reconhecimento, entendemo-lo como estímulo ao cumprimento da nossa missão como eleitos municipais, sempre ao serviço do eleitorado micaelense com uma ampla visão da liberdade e da democracia, valores que nos guiam, e que são também o nosso lema de actuação política.  

Sejam-nos assim permitidos agradecer a Assembleia Municipal, e em particular a sua Presidente, por este convite/convocação, que muito nos honra, apesar de não ter cumprido nem os Estatutos dos Municípios, nem o Regimento da Assembleia Municipal, segundo os quais os eleitos municipais devem ser convocados com 8 (oito) dias de antecedência. Neste caso em concreto, o convite/convocatória chegou com apenas 3 (três) dias de antecedência, ferindo flagrantemente os dispositivos legais acima citados.  

A democracia tem como princípios básicos o primado da lei, o respeito pela diferença, a participação da sociedade civil e a existência de partidos políticos. Esses componentes dão corpo aos regimes democráticos e definem os critérios de funcionamento das instituições democráticas.  

Em São Miguel, o respeito pela diferença, o primado da lei tem estado a ser vilipendiado pelos poderes instituídos. A oposição raramente é ouvida, e mais grave ainda, é vista como inimiga, quando, na verdade, a oposição é uma parceira indissociável de todo o processo de desenvolvimento deste concelho. São verdades que incomodam, mas que devem ser ditas, sobretudo hoje, que celebramos o dia da liberdade e da democracia. O povo quando vota, vota para ter pelo menos dois atores importantes no processo de governação – situação e oposição. Assim, respeitar a oposição, as suas sugestões, críticas, e pontos de vista mais não é do que  

respeitar o povo que a elegeu. Entendemos e pedimos que a partir desta data os órgãos municipais eleitos em São Miguel passem a respeitar o povo de São Miguel. A democracia assim exige. 

13 de Janeiro é uma data simbólica, por ser o dia em que se realizaram as primeiras eleições livres e democráticas em Cabo Verde. Daí a sua importância. Porém, voltando ao princípio do primado da lei, a Bancada do PAICV gostaria de, nesta oportunidade, relembrar o dia 19 de Fevereiro de 1990, quando o PAICV decidiu, numa atitude de grande responsabilidade política e tributária de uma profunda visão do futuro, do primado do Estado e da satisfação colectiva abrir o país à democracia multipartidária. O dia que hoje comemoramos começou, pois, com este ato histórico e democrático, livremente decidido pelo PAICV, partido que então liderava Cabo Verde.  

A história do nosso país regista com agrado os ganhos da democracia. São ganhos do povo de Cabo Verde, dos partidos políticos e de todas as entidades da sociedade civil que de forma livre participaram de uma decisão que o país, sob a égide do Comandante, Pedro Verona Rodrigues Pires, entendeu tomar para o bem de todos.  

A nossa bancada entende e defende que a Assembleia Municipal deve honrar todas as datas importantes da nossa história. Referimo-nos concretamente às datas como 20 de Janeiro e 5 de Julho, que também são datas históricas e muito importantes para todos os cabo-verdianos e em particular para os micaelenses. 

Esta data comemorativa tem lugar num momento de grande esperança na melhoria de vida para os micaelenses, pois culmina com o início do ano 2017, com uma nova liderança no governo e na Câmara Municipal, momento em que os actores políticos no poder falam na melhoria de vida para os cidadãos, felicidade para homens, mulheres e crianças, mais emprego para jovens, mais segurança e mais tranquilidade para os cidadãos.  

Alimentar a esperança do povo é uma arte da política. Porém, o povo não vive só de esperança, o povo vive do pão, do trabalho, do bem-estar e da qualidade de vida. Nos regimes democráticos, a todos, independentemente das suas opções políticas, partidárias, religiosas ou outras, são assegurados os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos pela lei maior – a Constituição da República. Numa democracia não pode haver lugar para a partidarização, a politização, e o ajuste de contas, principalmente junto das instituições democráticas. A democracia se afirma em contraposição com políticas clientelistas, discriminação, exclusão social e o não respeito pelas leis, e antes, funciona para a justiça social, a transparência e a igualdade de oportunidade para todos. 

Impõe-se saber tirar lições da história e dos acontecimentos mais recentes doutros países que muito bem tem respeitado a democracia, a fim de podermos colocar do nosso lado as oportunidades de assegurar o bem estar contínuo do nosso povo e de fortalecer a nossa convivência democrática e solidaria assente no respeito pelas leis, pelos direitos dos homens, pelas liberdades públicas e pela consolidação do funcionamento das instituições do Estado. 

Minhas senhoras e meus senhores, 

É certo que na democracia nem tudo funciona como deve ser, e por causa disso alguns deixam de acreditar no futuro que poderá parecer incerto e constituir motivo de preocupação e de inquietação. Entretanto, tais factos não deverão ser razão para descrer da democracia. Pois, estamos convencidos de que as vantagens da liberdade e da democracia, gerida com rigor e eficácia, oferecem perspectivas seguras para um desenvolvimento sustentável, para a prosperidade económica e a erradicação da pobreza, entre nós. Acreditámos que, confiando no futuro e nos instrumentos da liberdade e da democracia, será possível garantir o sucesso do nosso povo. 

Para terminar, em nome dos eleitos municipais do PAICV agradecemos a todos os participantes deste ato simples mas de grande valor. A democracia é isto mesmo: participação, diálogo, complementaridade. Feliz Dia da Liberdade e da Democracia.  

Desejamos a todos a continuação de um bom ano 2017.  

Muito obrigado pela vossa atenção. 

 

Alcides Tavares

Líder da Bancada do PAICV

 

A convite do Pelouro da Educação, Família e Inclusão Social, o Presidente da Fundação Cabo-verdiana de Solidariedade, João José Semedo Lopes, efetuou uma visita de trabalho ao Município  de São Miguel, para constatar in loco algumas áreas de intervenções no qual poderá colaborar com a Edilidade para promover a inclusão social das famílias Micaelenses em situação de risco. 

O Novel Presidente da fundação foi recebido pelo edil Herménio Fernandes, no Paços do Concelho, no último sábado, pelas 10:00, acompanhado do vereador da área da educação, família e inclusão social, Francisco Cabral. Mais tarde, juntaram-se os vereadores Anildo Tavares e Salvador Cruz, em visitas  no terreno nas localidades de Achada Espinho Branco, Achada Bolanha e Veneza para visitar algumas obras de reabilitação de habitação  degradadas em curso no município. 

Herménio (Meno) Fernandes mostrou a sua satisfação em ver que há uma nova abordagem que consubstancia em junções de esforços para dar respostas às demandas  ao nível da promoção e inclusão social que vêm aumentando a cada dia no município. Apresentou as áreas prioritárias que necessitam de intervenção conjunta,   elegendo  a infância e habitação social como as principais neste momento. Sugestões muito bem acolhidas pelo Presidente da Fundação que demostrou total disponibilidade da sua instituição em colaborar com a Câmara Municipal de São Miguel para ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas e inclusão social do Micaelenses menos favorecidos.

Assim, a Fundação Cabo-verdiana de Solidariedade e a Câmara Municipal de São Miguel vão proceder, já na próxima semana, à assinatura de um protocolo de parceria que visa apoiar a promoção e inclusão social das famílias Micaelenses em situação de risco. 

 

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A Câmara Municipal de São Miguel promoveu neste sábado, 07 de janeiro de 2017, o 2º encontro, em menos de um ano, com os seus emigrantes visando promover a interação com as diversas Instituições que lidam, direta ou indiretamente com a problemática da emigração, criar espaço para exporem os seus problemas, informá-los das oportunidades de investimento no município e no país, e ainda proporcionar momentos de convívio, lazer e confraternização.

Iniciativa louvada pelos presentes que reconhecem a nova dinâmica que Herménio (Meno) Fernandes está a implementar no Município de São Miguel “em pouco tempo, nota-se a diferença e São Miguel está cada vez melhor, parabéns ao senhor Presidente e à sua equipa” ressaltou uma das participantes.

Todavia, nem tudo são rosas, reclamaram do atendimento nas repartições públicas, principalmente a nível da saúde, da morosidade na emissão dos passaportes junto das embaixadas e no desalfandegamento das encomendas e mercadorias.

Reivindicações registadas com bastante atenção pelo representante da Direção Geral das Comunidades, José Mário, que acentuou a intenção do novo governo em dar resposta positivamente a estas situações.

Meno Fernandes reiterou o empenho da autarquia em trabalhar para a promoção dos seus emigrantes: “são parceiros importantes e contamos com eles para o desenvolvimento do Município, é neste sentido que pretendemos criar, já no primeiro trimestre deste ano, o gabinete de apoio ao emigrante para ajudar na resolução das burocracias que enfrentavam na prestação dos serviços da câmara, fornecer informações sobre oportunidades de investimentos e de negócios em São Miguel e desta forma, com um atendimento personalizado, melhorar a prestação dos serviços no Município. Queremos ainda transformar São Miguel num município organizado, limpo e inclusivo para que as pessoas vivam com qualidade de vida e os emigrantes sintam vontade de regressar”.

O encontro foi ainda uma oportunidade para conhecerem os serviços dos bancos (BCA e Caixa Económica de Cabo Verde) destinado aos emigrantes e esclarecerem as suas dúvidas.

 

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